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Validação de Arquitetura MentalMental Architecture Validation

Uma empresa de tecnologia B2B estava prestes a lançar um produto de automação fiscal complexo sem saber se o modelo mental por trás da arquitetura fazia sentido para quem precisaria vender, implementar e usar. A janela para corrigir o curso era curta.

A B2B tech company was about to launch a complex fiscal automation product without knowing whether the mental model behind its architecture made sense to the people who’d need to sell, implement, and use it. The window to course-correct was short.

EmpresaEmpresa de tecnologia B2B, segmento fiscal e tributário
Ano2020
PapelUX Researcher, responsável integral pela pesquisa
TimePesquisa solo
CompanyB2B technology company, fiscal and tax segment
Year2020
RoleUX Researcher—sole researcher on the project
TeamSolo research
O Problema RealThe Real Problem

O produto automatizava rotinas fiscais complexas e tinha uma arquitetura de módulos que precisava fazer sentido para perfis muito diferentes: analistas operacionais, consultores de canal, equipe de suporte e pré-vendas.

Esses perfis tinham interesses conflitantes em relação à automação. Analistas temiam perder postos. Canais queriam novidade para vender. Suporte precisava de previsibilidade.

Validar arquitetura mental nesse campo minado exigia um método que não antecipasse as telas e não contaminasse a percepção dos participantes.

The product automated complex fiscal routines through a modular architecture that needed to make sense across very different user profiles: operations analysts, channel consultants, support staff, and pre-sales.

These profiles had conflicting interests around automation. Analysts feared job displacement. Channel partners wanted something new to sell. Support needed predictability.

Validating mental architecture in that minefield required a method that wouldn’t front-load the UI or contaminate participant perception.
ResultadoResults
5
perfis entrevistados
1
roadmap orientado pelos achados
2
hipóteses validadas no mapa de oportunidades
5
profiles interviewed
1
findings-driven roadmap
2
validated hypotheses in opportunity map

A pesquisa foi usada diretamente para priorização do roadmap. As recomendações sobre visão gerencial do dashboard, sinalização de erros e calendário de prazos entraram no mapa de oportunidades. A distinção entre hipóteses validadas e não validadas mudou a qualidade das decisões de priorização.

Research fed directly into roadmap prioritization. Dashboard management view, error signaling, and deadline calendar recommendations entered the opportunity map. The distinction between validated and unvalidated hypotheses changed the quality of prioritization decisions.

Pela primeira vez o time de produto tinha clareza sobre onde havia evidência e onde havia suposição — o que por si só mudou a qualidade das decisões.
For the first time, the product team had clarity on where there was evidence and where there was assumption—which alone changed the quality of decisions.
Minha AbordagemMy Approach

Decidi não mostrar telas do produto. Mostrei um fluxograma conceitual que representava a lógica de funcionamento sem expor interface. A escolha foi deliberada: mostrar telas nessa fase deslocaria o foco para detalhes de usabilidade e perderia o que eu precisava avaliar.

A entrevista foi estruturada em blocos: validação do conceito, validação do dashboard gerencial e perguntas específicas por perfil.

O que descartei

Mostrar telas do produto. Isso deslocaria o foco para detalhes de usabilidade e look & feel, perdendo o que precisava avaliar: se a arquitetura como conceito fazia sentido para cada perfil.

I decided not to show product screens. I showed a conceptual flowchart representing the functional logic without exposing the interface. The choice was deliberate—showing screens would have shifted focus to usability details and missed what I actually needed to evaluate.

Interviews were structured in blocks: concept validation, management dashboard validation, and profile-specific questions.

What I ruled out

Showing product screens. That would have shifted focus to usability and visual details, causing me to miss what I needed to evaluate: whether the architecture as a concept made sense to each profile.

Ferramentas e métodosTools & methods
Fluxograma conceitual (sem expor interface) como estímulo central
Entrevista estruturada em blocos: validação de conceito, dashboard gerencial e perguntas por perfil
Rainbow spreadsheet adaptada para análise qualitativa por perfil de participante
Conceptual flowchart (no UI exposed) as the primary stimulus
Block-structured interview: concept validation, management dashboard, profile-specific questions
Adapted rainbow spreadsheet for qualitative analysis by participant profile
O que eu fizWhat I did
Briefing e definição de hipóteses com o time de produto
Desenvolvimento dos instrumentos de pesquisa e recrutamento por perfil
Entrevistas remotas de ≈ 40 minutos com analistas, pré-vendas e consultores
Análise com rainbow spreadsheet adaptada para análise por perfil
Entrega: validação de conceitos, validação de hipóteses com evidências e mapa de oportunidades
Brief and hypothesis definition with the product team
Research instrument development and profile-based recruitment
Remote interviews (~40 min each) with analysts, pre-sales reps, and consultants
Analysis via adapted rainbow spreadsheet by participant profile
Delivery: concept validation, hypothesis validation with evidence, opportunity map